“Lilá ou O Jogo de Deus é um espetáculo dinâmico que desafia as fronteiras do irreal, explorando os limites das convenções teatrais para dialogar sobre a Morte e a Vida.”
Elias Cohen
A partir da metáfora de um jogo indiano (mahalila – o jogo da vida), a peça transita na fronteira entre a ficção e a realidade, entre o palco, a platéia, os personagens e os atores. Histórias fragmentadas, narrativas não lineares, momentos e movimentos compõem uma dramaturgia que aponta para a interface entre o destino e o acaso, onde um macrocosmo (coletivo) é desenhado por microcosmos (pessoais) celebrando o mistério de simplesmente estarmos vivos.
Elias Cohen é investigador, pedagogo e artista cênico de carreira reconhecida nacional e internacionalmente. Especializado em técnicas do movimento e no teatro-dança clássico oriental da Índia e do Japão. Realizou seus estudos na Escola de Artes Cênicas da Dinamarca, aprimorando-se em teatro clássico japonês na Bloomsberg University (EUA) e em Bharata Natyam, na Índia, com os mestres N.V. Krishna e Paula Meru. Foi professor na PUC Chile e na Universidad Finis Terrea (Chile). É diretor do grupo Dinamarquês La Tempest e fundador da Escola Internacional KIM – Kosmos In Movement.

Se-Rok Park é magistrada em atuação clássica pela “Central School of Speech and Drama”, em Londres. Seus estudos musicais incluem canto clássico ocidental e Parsori (canto e narrativa tradicional da Coréia) no Teatro Nacional da Coréia e canto xamânico coreano. Seu treinamento é baseado em teatro físico (método Lecoq) e realizou pesquisas do método Grotowski no que se refere ao trabalho vocal e corporal, como membro da TREE (Theatre Research Ensemble Europe). Suas performances atuais trabalham a conexão vocal e corporal por vias físicas assim como a construção de músicas culturais e teatralidades ancestrais.